Cultura, Dicas, Musica

Stomp

Ver Stomp já era um sonho antigo que a carteira nunca realizou, mas sábado por destino foram me oferecidos dois bilhetes, e nem quis acreditar!!!

Foi BRUTAL, sabem quando Fernando Pessoa escreveu ” Não Sei Quantas Almas Tenho “? Essa frase andou sempre na minha cabeça porque eles são 8 corpos e uma só alma,só pode, aquela coordenação e interacção uns com os outros é fora de série!!

Como se sabe eles fazem música com sapateado, o corpo e materiais do quotidiano, desde carrinhos das compras a caixas de fósforos, e, a organização do espectáculo é feita com a lógica perfeita dos ” instrumentos “, por exemplo, se o número anterior foi com água o seguintes era com esfregona, se fosse com areia o seguinte era com vassouras, super organizado e coerente.

É acrescentado ao espectáculo, comédia, interacção, tudo sem uma única palavra!

A percussão é espectacular, aliás tive quase o espectáculo todo a bater o pé e abanar a cabeça, mas nem quis acreditar quando olhei para todas as cabeças à minha frente e nem uma mexia, mas como aqueles ritmos não entravam no corpo??

Desabafos:

Não vejo o porque de levar crianças de colo a estes espectáculos, nos momentos de pausa ou de inicio de novos actos a criança palrava, não será isso desrespeito por quem está em palco? Os sons começam baixinho, cada som vai entrando à sua vez e de repente  o palrar… não me parece justo para quem está em palco e para quem está a assistir!!

Já as crianças maiores… parece-me bem levarem, desde que expliquem como funciona. Habituadas aos espectáculos para as suas idades, em que os actores incentivam a interacção e a contribuição. Tentaram por varias vezes falar para o palco, quando não era para o fazer, quando quem estava em palco só queria uma gargalhada e não palavras… Assim não!

Parte melhor, consegui ir e vir enquanto o pequenino dormia a sesta na avó, assim o sentimento de culpa foi menor 🙂

E quando os Stompers gostam das tuas publicações?

Cultura

O Ruca – O Aniversário – Coliseu dos Recreios

Às vezes fazemos as coisas sem acreditar muito, e quando participei num passatempo para ganhar bilhetes para o espectáculo do Ruca foi um pouco assim, e não é que ganhei? Até respondi ao email a perguntar se era mesmo verdade 😊😊.

Achei que seria um personagem que o meu filho iria reconhecer, pois às vezes passam na tarde de cinema na creche e ele iria gostar😊.

Vou ser sincera, se tivesse pago os bilhetes estava a chorar o meu dinheiro até agora!

Achei um espectáculo muito pobre, em termos de decor e gestão de plateau, até o Pai Natal que apareceu no fim era demasiado magrinho e sem magia…

Não sou adepta de espectáculos para crianças as 15h, para mim devia ser tudo de manha, reparei que havia muitas crianças a dormir no colo dos pais, o meu também teve quase…

Um dos pontos positivos foi o staff, super simpáticos mesmo, desde os seguranças, aos jovens que nos indicam os lugares, muito simpáticos mesmo.

A interacção foi óptima, a mensagem foi bonita, preparar uma festa surpresa para o aniversário da mãe, contar aos pais quando se parte alguma coisa, mas o que aconteceu à magia? Aquele deslumbre que encanta as crianças com cores e sonhos?

Neste espectáculo não vi… não o vou aconselhar a ninguém…

Deixo uma dica aos adultos que vão ver os espectáculos… Até nas ultimas filas existem crianças, então temos de nos lembrar de tirar adereços da cabeça e talvez, se formos muita grandes, podes escorregar um bocadinho na cadeira…talvez…

Cultura

Comédia à La Carte – Os Melhores do Mundo

Desde que o Santiago nasceu, e já têm os seus 28 meses, que eu só saí 3 vezes à noite sem ele… A primeira para jantar com um grande amigo e ele já dormia quando sai e as outras duas no mês passado.

A segunda fomos jantar ao bairro alto, ao A Antónia, com o meu irmão e a minha cunhada e a terceira foi esta, aproveitar os bilhetes que o meu irmão ofereceu, no Teatro Villaret e ir ver a comédia a la carte.

Desde que o espectáculo começou até ao fim foi literalmente sempre a rir, foi super divertido e inesperado para mim.

Eu não conhecia o colombiano Gustavo Miranda, e fiquei super fã. Em uma parte do espectáculo, ele faz de tradutor de linguagem gestual numa entrevista entre o personagem de César Mourão e Carlos M. Cunha, e foi espectacularmente engraçado, a maneira como foram traduzidas certas palavras com a barragem da linguagem, a utilização da linguagem corporal foi demais, a maneira como interpretava o que julgava entender, sem nunca dar a entender, foi de outro mundo até para os próprios colegas.

O preço dos bilhetes variam entre os 18€ e os 20€.

oa3f3i3nno3qrwtwavghkdyble2.jpg

( Imagens Retiradas da Internet )